CONTEXTO HISTÓRICO:

Todo o projeto A Jornada dos Príncipes parte de um documentário onde o roteiro aborda a viagem de Dom Pedro do Rio à São Paulo, passando pelo Vale do Paraíba, à Santos e regressando à São Paulo para a Proclamação da Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822.

Neste ano (2022) será completado o bicentenário desta data, o bicentenário da Independência do Brasil. Dentro das comemorações propostas o projeto busca trabalhar a história, memória e pertencimento, incentivando os estudos folclóricos regionais e fortalecendo o turismo e a cultura em toda sua diversidade no território nacional

“O Vale do Paraíba foi a única região no Brasil a participar diretamente dos acontecimentos que culminaram com a separação do Reino do Brasil do Reino de Portugal, no dia 7 de setembro de 1822, na colina do Ipiranga – ali estavam naquela tarde histórica os vale paraibanos, testemunhas oculares do gesto de Dom Pedro, criador do Império do Brasil. Esta viagem iniciada no dia 14 de agosto de 1822, na cidade do Rio de Janeiro, e encerrada em São Paulo em 25 do mesmo mês, foi cuidadosamente planejada e teve papel decisivo no processo final da Independência, iniciado com a volta da Família Real portuguesa e com a ascensão política do príncipe Dom Pedro; [...]” Do livro “A Jornada da Independência” de José Luiz Pasin..

 

Independência do Brasil:


Antes do processo de independência do Brasil, ocorreu a transferência da corte portuguesa para o Brasil. Em 1807, o exército francês invadiu o Reino de Portugal. Incapaz de resistir ao ataque, a família real e o governo português fugiram para o Brasil, que era então a mais rica e desenvolvida das colônias portuguesas.

Em 1820, a revolução liberal eclodiu em Portugal e a família real foi forçada a retornar a Lisboa. Antes de deixar o Brasil, no entanto, D. João nomeou o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821).

D. Pedro partiu para a Província de São Paulo para assegurar a lealdade dos locais à causa brasileira, Leopoldina, sua esposa, assumiu a regência durante a viagem. Diante das exigências de Portugal para que ambos retornassem a Lisboa, ela convocou uma sessão extraordinária do Conselho de Estado no dia 2 de setembro de 1822 e, juntamente com os ministros, decidiu pela separação definitiva entre Brasil e Portugal, assinando então a declaração de independência. Em seguida, enviou o mensageiro Paulo Bregaro para entregar a Pedro uma carta informando sobre o ocorrido.

D. Pedro recebeu a carta. O príncipe foi informado que as Cortes tinham anulado todos os atos do gabinete de Bonifácio e removido o restante de poder que ele ainda tinha. Pedro voltou-se para seus companheiros: "A partir de hoje as nossas relações estão quebradas. Nenhum vínculo unir-nos mais" e arrancou a braçadeira azul e branca que simbolizava Portugal: "Tirem suas braçadeiras, soldados. Viva independência, à liberdade e à separação do Brasil." Ele desembainhou sua espada e gritou: "Independência ou morte". Este evento é lembrado como Grito do Ipiranga e ocorreu em 7 de setembro de 1822.

Em 12 de outubro de 1822, o príncipe foi aclamado D. Pedro I, Imperador do Brasil, sendo coroado e consagrado em 1º de dezembro de 1822, e o país passou a ser conhecido como o Império do Brasil.

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Independência ou Morte, do pintor paraibano Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).